Fraternidade

Fraternidade... Paz
Augusta Schimidt

Fraternidade: “Amor ao próximo... harmonia... concórdia... unir com amizade estreita.”

Natureza... Casa viva que nos hospeda carinhosamente nos oferecendo graciosamente recursos para que nos realizemos... O que temos feito por você?
Como temos usado o caminho do livre arbítrio que nos foi dado de presente quando aqui chegamos?
É verdade! Desde que o mundo existe, muitos desejam a paz e a fraternidade, pois a guerra sempre se fez presente. Guerras bélicas, guerras de poderes, guerras de egos, guerras de emoções...
Comunidades dizimadas por armas de grande poder destrutivo, famílias esfaceladas entre conflitos, bocas que armazenam verdadeiras bombas nucleares quando fazem uso da palavra para detonar com o ardente desejo de paz.
Aceito a premissa de que a paz sempre tenha sido desejo universal, mas há uma indagação que não quer calar dentro de meu coração... Que fazem os que se julgam senhores da palavra escrita e falada para que nelas reine a paz?
Que iniciativa podemos creditar aos lideres, aos membros de uma família, às comunidades virtuais, para que entre a sociedade haja paz?
Nós, você e eu, como procuramos ser promotores da paz nos ambientes em que vivemos?
Como atuamos em cada circunstância da vida, mediante realizações exitosas ou nem tanto, respondendo aos naturais apelos a que nos comportemos com ética na convivência com os mais próximos ou no relacionamento com semelhantes mais distantes na vida real e na nova era virtual?
Muito antes desta época, onde não havia o virtual e o real era um caminho tortuoso, exatamente em 1936, em Veneza, nasceu Cristina Pizan, uma mulher muito a frente de seu tempo.
Com biografia atípica, ganhou notoriedade pela erudição e por intensa obra escrita. Viveu grande parte de sua vida na França onde morreu em 1430.
Em 1405 publicou o Cidade das Damas, um manifesto em defesa das mulheres, um verdadeiro tratado sobre cidadania.
Na verdade, a cidade ideal projetada por Cristina é aquela regida pelas três virtudes:
Justiça... Razão... Ética.
Um perfeito equilíbrio entre ações justas balizadas pela inteligência e por postura ética, tudo como deveria ser a condição humana.
Pilares para uma cidade onde a humanidade se faria presente em todo seu esplendor e beleza.
Seria a Cidade das Damas uma utopia?
O sonho da autora: “Construir para a humanidade um refugio de altas muralhas para proteger a honra, uma forte cidadela que abrigaria os povos até os fins dos tempos.” (“” tradução livre de trecho do livro Cidade das Damas).

Campinas/21/2/2010